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Resenha - Quando o Beija-flor Não Vem Mais

  • Foto do escritor: Angers Moorse
    Angers Moorse
  • há 3 dias
  • 4 min de leitura

Salve, salve, aventureiros e aventureiras de Atlântida!

Hoje, trago a resenha de um livro de romance incrível, repleto de emoção, carinho, empatia e doçura. Estou falando do livro “Quando o Beija-flor Não Vem Mais”, da espetacular autora Andreza C. Galdino (@escri_andrezacgaldino).

Então, sem mais delongas, vamos à resenha!

Livro: Quando o Beija-flor Não Vem Mais

Autora: Andreza C. Galdino (@escri_andrezacgaldino)

Editora: Autora independente

N.º de páginas: 194

Tridentes: 🔱🔱🔱🔱🔱

📑 Sinopse: “Em uma pequena cidade cercada por jardins esquecidos e silêncios antigos, Helena Avelar aprendeu desde cedo que algumas coisas não ficam.

Sua avó dizia que borboletas carregam despedidas. Helena acreditava que beija-flores voltam quando alguém pensa em você.

Entre memórias fragmentadas, cartas nunca enviadas e a ausência inexplicável da mãe, ela dedica seus dias a restaurar um jardim abandonado — como se cada flor plantada pudesse consertar o passado. Como se cultivar vida fosse uma forma de esperar o impossível.

Mas Helena também carrega sua própria fragilidade: uma condição rara torna seu coração imprevisível, lembrando-a de que o tempo talvez não seja tão generoso quanto suas esperanças.

Enquanto o jardim floresce, ela aprende que crescer também é soltar. Que amar não é prender. E que algumas presenças permanecem não no corpo — mas no cheiro da terra molhada, na luz da manhã, no bater apressado das asas de um pássaro.

Quando o Beija-flor Não Vem Mais é uma história delicada sobre perda, memória e recomeços. Um romance sensível sobre aprender a viver mesmo quando o mundo não devolve tudo o que levou.

Para quem já esperou demais. Para quem já precisou deixar ir. Para quem ainda encontra beleza nas coisas pequenas.”

🕵🏻‍♂️ Análise: Encontrar as palavras certas para falar sobre essa pérola foi um dos desafios mais difíceis nos últimos anos, eu confesso. Ele não é apenas um livro para ser lido, mas sentido e vivido.

Ao acompanharmos a jornada da doce, amável, resiliente e frágil Helena, somos arremessados a um mar de sensações, emoções, acontecimentos e experiências variadas, entre momentos de risos, lágrimas (e não são poucas, não), raiva, dor, desespero, esperança, empatia e amor.

Entre lembranças, ausências e revelações, principalmente envolvendo sua avó e sua mãe, Helena vê-se mergulhada em sua rotina de cuidar do jardim, convivendo com lavandas, margaridas, dálias, manjericão, borboletas e um beija-flor misterioso. E aqui, uma breve pausa para falarmos sobre dois elementos fundamentais.

Para os povos indígenas e o xamanismo, o beija-flor representa a ponte entre o mundo físico e o espiritual, como uma espécie de mensageiro. Já para os astecas, representava um símbolo de coragem. E, para o Feng Shui, serve como um lembrete espiritual para viver o presente, encontrar equilíbrio e focar na doçura da vida.

Sobre as borboletas, elas representam a alma, espiritualidade, reencarnação e transformação espiritual. Na Mitologia Grega, ela está relacionada à divindade Psyche, representando o amor e a redenção. Para o Espiritismo, ela simboliza a evolução da alma em seus vários ciclos de transformação. E, para a Mitologia Egípcia, ela carregava a alma de uma pessoa quando morria, representando a continuidade da vida após a morte.

Esses dois elementos foram muitíssimo bem introduzidos à trama e trazem esses paralelos nas entrelinhas… Se foi proposital ou não, não interessa… O que conta é que a autora foi extremamente feliz e competente ao traçar esses paralelos. E ainda fez uma conexão com um de seus contos mais lindos, "A Casa do Penhasco"... aliás, segue o link para quem quiser conhecê-lo: https://youtu.be/H8CrtrHt_bU?si=32OtymzQBidLfNOS

Outro aspecto muito positivo foi a forma de escrita utilizada. Frases curtas, com várias pausas. Cada frase é um soco no estômago e, ao mesmo tempo, um afago no coração. Destaco duas delas (entre as inúmeras frases marcantes): “Às vezes, a felicidade é tão mínima que a gente quase pisa em cima” e “Porque jardins sabem uma coisa que a gente demora a aprender: perder também faz parte do ciclo.” Essas duas frases mexeram muito comigo.

Como é complicado soltar a mão e deixar quem amamos partir… seja pelas memórias, ausência ou medo da solidão. Vivemos vidas que não são mais nossas e ficamos presos a passados que não são mais nosso presente e, com isso, deixamos de viver um futuro único e especial. É como eu digo: “Amar é deixar o outro ir para depois haver um reencontro, independentemente de tempo, espaço ou lugar”.

Sobre aspectos técnicos, livro impecável, diagramação linda, ilustrações encantadoras e uma atmosfera imersiva, acolhedora e aconchegante… é o melhor tipo de livro para ler quando estamos perdidos, tristes e achamos que a vida não tem mais sentido. Se você abrir seu coração, encontrará muitas das respostas nele.

A autora é dona de uma sensibilidade única e ímpar, uma verdadeira artista e tecelã de palavras e sentimentos de corpo, alma e coração. E, na presente obra, ela consegue se superar ainda mais, aprofundando temas como solidão, angústia, medo, insegurança, resiliência e coragem. Especialmente para uma pessoa ansiosa e insegura, esse livro será muito importante e terá um cantinho especial no coração por toda a vida.

Em resumo, um livro mágico, sentimental, reflexivo, acolhedor e apaixonante. É a leitura ideal para todas as idades e entrega muito mais do que pretende ofertar. Excelente opção para refletirmos sobre a vida e para conhecermos a nós mesmos um pouco melhor. Minha nota? 10, e um cantinho especial nos livros para acalmar alma, espírito e coração… e com muitas lágrimas derramadas ao escrever esta resenha!

Vamos valorizar um pouco mais a literatura nacional, pessoal? Em breve, uma nova resenha de livro, filme ou série chegando para vocês! Respire fundo e voe alto!

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